Uma frase que descreve o medo de todas as mulheres ao andar pelas ruas, sempre pensando nas mentes ruins que caminham por esse mundo. Descreve o que eu senti ao tirar essa foto, perto de um lugar em que uma mulher foi estuprada e assassinada enquanto voltava para casa, em plena luz do dia. Tem uma voz em minha mente que insiste em dizer: poderia ter sido você.
12 de fevereiro de 2013
31 de janeiro de 2013
Imperfeições
Não faz muito tempo que postei uma foto qualquer no
Facebook, nela aparecia minha mão e o esmalte saindo de uma unha. Esse não era
o foco da foto, mas algumas pessoas vieram me criticar por estar com o esmalte
descascando, uma coisa tão absurda.
Isso só demonstra aquilo que todos já sabemos, que o
Facebook foi criado para mostrarmos nossa vida “perfeita” para outras pessoas “perfeitas”.
Tiramos fotos de momentos felizes que escondem as lágrimas que caíram momentos
antes, compramos coisas não porque queremos, mas para mostrar que podemos e, no
fim do dia, percebemos que não temos nada. Todos exibem a vida perfeita que
desejam ter, mas que na verdade está muito, muito longe de ser.
Dou risada em fotos, mas escondo minhas lágrimas quando
choro. Tenho feridas e cicatrizes no meu coração que nunca vão se curar. Choro
sozinha durante um banho demorado enquanto penso que minha vida está toda
errada. Amo como nunca tivesse amado e me magoo como se nunca tivesse aprendido.
Sinto dizer, acordo descabelada, não tiro a maquiagem para
dormir, acordo querendo que o mundo pare para eu poder dormir mais cinco
minutos. Demoro horas para me arrumar, não quero sair de casa quando me sinto
feia e sim, meu esmalte também descasca, assim como o seu. A diferença é que eu
prefiro passar meu tempo ouvindo a risada das pessoas que eu amo, vendo coisas que eu
gosto e lendo livros que me engrandecem do que passar a minha vida preocupada
em passar uma perfeição que não existe e que eu nunca quis que existisse.
Porque uma vida perfeita é muito chata, assim como as pessoas que insistem em
nos mostrar quão boas as delas são.
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Blablabla,
refletindo,
Vida
29 de dezembro de 2012
Um pouquinho de nostalgia.
Férias pra mim sempre foi uma coisa complicada, meus pais
não tem o costume de viajar e quando viajam é fora do meu período de férias, ou
seja, fico três meses inteiros deitada, sem o que fazer o dia todo. Já perdi a
conta de quantos filmes vi durante esses dias, prefiro os de suspense, que
sempre atraem mais a minha atenção, mas ontem dei uma chance para um filme
nacional: O Diário de Tati.
Para quem não se lembra, Tati é uma personagem criada pela
Heloisa Perissé, há um tempo atrás tinha um quadro no Fantástico e a personagem
já fez parte da Escolinha do Raimundo (só eu odiava esse programa?). Tati é uma
sátira das típicas adolescentes brasileiras, com todos os dramas e chiliques da
idade.
O filme em si não é bom, o roteiro é fraco, uma história bem
mais ou menos, mesmo. Mas o que chamou a minha atenção foi o fato de eu ter
sido levada de volta para a minha adolescência, até mesmo pré-adolescência. O
filme foi filmado há seis anos, fato que só fui descobrir depois de pesquisar
mais detalhes, até então eu achava que era de propósito tudo ser tão antigo,
como o monitor do computador dela, que era daqueles de tubo, bem antigões
mesmo.
Ter sido lançado seis anos depois da filmagem é um enorme
desrespeito com quem participou do filme, fazer um trabalho e só ter um retorno
anos depois. Então quem começa a assistir o filme achando que vai ver uma
sátira sobre as adolescentes de hoje, estão enganados. O que eu vi no filme foi
uma versão satirizada da minha versão adolescente. Achar o Felipe Dylon o cara
mais gato do mundo, cantar as musiquinhas chicletes dele, não ter celular e
usar o telefone fixo, ir a uma festa e
ter horário para voltar, aquele carinha babaca que eu morria de amores, a
menina que eu odiava, ficar de castigo por ter tirado uma nota baixa, fazer
drama por qualquer coisa e achar que aquilo era o fim do mundo e depois de
muitos anos estar escrevendo isso e percebendo que era apenas o começo. E que
tudo vira saudade.
26 de dezembro de 2012
O que tem de novo?
E aí que o final do ano já está aí,
percebi isso em Outubro, quando olhei para as lojas e vi que já estavam
vendendo árvores de Natal, parece que todo mundo vive uma ânsia eterna de que o
ano termine para que as coisas mudem. Como se todos os nossos problemas
começassem a se resolver a partir do momento em que a Globo faz a contagem
regressiva para a virada do ano.
Gosto muito dos minutos que
antecedem a meia noite, normalmente é o momento em que bate aquela sensação de
nostalgia sobre tudo que aconteceu em trezentos e sessenta e cindo dias de
vida, vida pura, felicidade, lágrimas, ganhos e perdas, dias em que achamos que
não iríamos conseguir chegar ao próximo e que no fim eram apenas mais um
daqueles dias que te fazem olhar para trás e dizer que saiu disso uma pessoa
muito melhor.
Também tem as listas de resoluções
para o próximo ano, quem nunca listou as coisas que precisava melhorar em sua
vida? Seja materialmente ou espiritualmente, todos temos pontos que queremos
que melhorem quando o ano novo chegar. Mas o relógio já diz que é meia noite e
você percebe que todos os momentos daquele ano te trouxeram para onde você está
hoje e que não é um ano novo que fará com que sua vida mude, apenas você poderá
fazer com que isso aconteça.
Então chega de "2013, be awesome", "2013, be good" e que eu seja a mudança que procuro no ano que está por vir.
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