
Acabei de assistir Marley & Eu, que é aquele filme que você já assistiu, chorou horrores e sabe que se assistir vai chorar de novo, mas não dá para evitar.
Não li o livro e meio que perdi a vontade de ler depois que vieram me falar que o dono, Josh Grogan, dava joelhadas em Marley para que ele não subisse em seus ombros. Fui pesquisar e achei esse trecho:
“Como sempre, Marley veio disparado atravessando o assoalho de
madeira para vir me saudar. Ele escorregou os três últimos metros como
se estivesse numa pista de gelo, e então se ergueu para esborrachar suas
patas sobre meu peito e passar a língua na minha cara. Assim que suas
patas pousaram sobre mim, bati rápido com o joelho logo abaixo de sua
caixa torácica. Ele engasgou um pouco e deslizou até o chão, olhando
para mim com um ar magoado, tentando entender por que eu fizera isso.
Ele sempre pulara em cima de mim a vida inteira. Por que eu o atacara
de repente?”
No contexto podem até me dizer que ele fez isso para educar o cachorro, mas eu não engulo isso.
Quando eu era mais nova, tinha uma cadela, uma Poodle chamada Tracy. Quando ela apareceu na minha vida eu tinha 7 anos, não entendia muitas coisas da vida (e ainda não entendo), mas o que vem ao caso é que quando ela me enchia o saco eu batia com toda a minha força de criança nela. O tempo passou e ela se tornou uma cadela totalmente arisca, não dava para brincar sem ela rosnar para mim pelo menos uma vez. Eu nem me atrevia chegar perto dela muito rápido, pois uma vez levei uma bela mordida na minha mão. Eu não entendia porque ela era assim, maldosa e desconfiada.
Hoje eu tenho o Bob, um shitzu que ainda é um bebezão, não tem nem um ano. Eu usaria apenas uma palavra para descrevê-lo: amor. Juro, eu até assusto com a diferença entre ele e a minha Poodle, eu posso fazer o que eu quiser com ele, virar ele de ponta cabeça, tirar comida da boca, apertar, abraçar, assustar, ele simplesmente vai me lamber e ficar extremamente saltitante.
Toda vez que eu vou para onde ele fica aqui em casa, ele não deixa eu andar direito, gruda no meu pé e me morde, isso me tira do sério, machuca. Todos dizem que se eu bater nele, ele vai parar de fazer isso, mas eu não consigo. Se dei três tapinhas nele até hoje foi muito e nada forte porque ele ainda continua me tirando do sério toda vez que tento sair de casa ou ir para a lavanderia.
Ele é um amor comigo porque eu nunca o maltratei, nunca o machuquei, o que é bem diferente do que eu fiz com a minha Poodle.
Ta rolando todo esse bafafá dessa enfermeira que bateu no Yorkshire, não vi o vídeo, no primeiro chute eu fechei. Não consigo imaginar o quão cruel uma pessoa tem que ser para chutar um cachorro daquele jeito que ela chutou. Nem vou comentar sobre o fato de a filha dela estar assistindo à essa cena.
Tudo errado.
“Ele se tomou parte desse tecido unificado, de textura fina
constituída por fios inseparáveis nesta trama que nos formava. Assim como
o ajudamos a se transformar no cão de família que acabou se tornando,
ele ajudou a nos transformar em um casal, em pais, em pessoas que
adoram animais, em adultos. Apesar de tudo, de todas as frustrações e expectativas não realizadas, Marley nos deu um presente gratuito, porém
de valor inestimável. Ele nos ensinou a arte do amor incondicional. Como
oferecê-lo e como aceitá-lo. Quando isso existe, a maior parte das outras
peças acaba por se encaixar.”
O que seria de nós, se não tivéssemos esses seres que nos amam incondicionalmente? Fico feliz toda vez que abro a porta e vejo aquela coisinha peluda correndo em minha direção.
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| Ele é a cara do Floquinho, cachorro do Cebolinha hahaha |
Pra quem quiser ler o livro é só clicar aqui.

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